Celebração de Corpus Christi promete reunir muitos fiéis em Conchal

Nesta quinta-feira (30), a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi, nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. Em Conchal, a paróquia Sagrado Coração de Jesus tem por costume enfeitar as ruas centrais na véspera, e celebrar a missa às 9 horas da manhã do feriado, logo em seguida os fiéis seguem em procissão pelas ruas decoradas. Já a paróquia Nossa Senhora Aparecida começa a enfeitar as ruas às 8 horas da manhã de quinta-feira, e a missa é celebrada às 15 horas, após o seu término, a procissão percorre as ruas do bairro, retornando a Igreja onde é feita a benção aos fiéis.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão a quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia, durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos,  Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

“O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente” (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

A origem da Celebração

A celebração de Corpus Christi teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo“, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, Corpus Christi é feriado nacional, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consiste em uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Em Conchal

Era comum aos fiéis montarem pequenos altares em frente a suas residências, por onde a procissão passava, e também jogavam folhas e flores nas ruas formando um tapete, por onde passaria o Corpo de Cristo, dentro do ostensório conduzido pelo padre em procissão. 

Este costume logo foi se ‘’modernizando ‘’ e hoje podemos notar grandes ‘’obras de artes’’ executadas por fiéis e voluntários na confecção dos tapetes e, principalmente, nas esquinas onde sempre é retratada uma figura relativa ao tema, usando materiais como: ‘’pó de serra’’ (serragem), palha da casca de arroz, areia colorida (tingida), pó de café, raspa de pneus, entre outros materiais.

“Este ano as chuvas podem atrapalhar a confecção dos tradicionais tapetes coloridos, porém, o mais importante é o ato religioso em si, onde cada um com sua fé e devoção participa das cerimônias litúrgicas, independe se as ruas estão ou não enfeitadas’’, comentou uma fiel.

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