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Jabuti resgatada de incêndio ganha casco novo feito em impressora 3D em Jaguariúna

Maria passou por tomografias para realizar a modelagem e produção da nova carapuça feita em material biodegradável. Recuperada, deve ser levada a um santuário ecológico.

Sobrevivente de um incêndio, a jabuti Maria está pronta para recomeçar a vida com um casco novo, feito sob medida em impressora 3D e implantado em Jaguariúna. O procedimento mobilizou veterinários e engenheiros.

Maria estava sob cuidado de protetores em São Paulo quando um incêndio destruiu o imóvel, em novembro de 2022. Todos pensavam que a jabuti havia morrido entre as chamas. Muito debilitada, precisou passar por um tratamento pelo tanto de fumaça que respirou. Ficou com membros e olhos queimados, e com o tempo o casco começou a desmontar.

E devolver o casco para Maria foi uma missão encabeçada pelos profissionais da região de Campinas. A jabuti passou por tomografias que ajudaram na construção do modelo virtual que serviu como base para a produção do casco físico feito de ácido polilático (PLA), um material biodegradável.

Modelo 3D para a confecção da prótese do Jabuti — Foto: Arquivo Pessoal

Maria, como é chamada a jabuti, precisou passar por tomografias que ajudaram na construção do modelo virtual que serviu como base para a produção do casco físico feito de ácido polilático (PLA), um material biodegradável.

Apesar de não ser a primeira vez que este tipo de procedimento é realizado – o jaboti Fred, também sobrevivente de um incêndio, entrou para o Guinness Book 2022 como o primeiro animal a receber uma prótese feita em impressora 3D no mundo – a equipe destaca que a técnica utilizada com Maria representa um avanço na área.

“Com essa modelagem a gente tem mais precisão, o material é mais leve e fazemos uma cirurgia no hospital. Então ela é parafusada nessa parte óssea que sobrou do casco dela e por dentro é revestido com cimento ósseo” explica Geraldo Golçalvez Delgado Neto, pesquisador e professor de engenharia mecânica.

Segundo o veterinário Alex Alcantara, ao empregar as imagens captadas pela tomografia, o tempo destinado para a confecção do casco reduziu de alguns meses para poucos dias, e a recuperação de Maria foi rápida. A cirurgia ocorreu em fevereiro.

“A cada seis meses vamos fazer o Raio X dela, tomografia se necessário, se necessário alterar a prótese, mas a princípio é só benefício. Hoje ela tá muito mais animada, ela se sente protegida, está comendo melhor, querendo passear, uma verdadeira artista”, comenta.

Passado um mês do procedimento, “Maria” já se encontra recuperada, adaptada ao novo casco e deve ser levada para um santuário ecológico. Com informações do G1.

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