Emoção marca translado dos restos mortais do Monsenhor Alberto Velloni à Igreja Matriz de Conchal

Em meio às festividades em comemoração ao Sagrado Coração de Jesus, a manhã desta sexta-feira, dia 23, foi marcada por muita emoção para a comunidade católica conchalense. Após quase 16 anos de sua morte, os restos mortais do Monsenhor Alberto Velloni foram transladados do Cemitério Municipal de Conchal para o interior da Matriz Sagrado Coração de Jesus, no Centro, em carreata que percorreu as ruas até a chegada à Igreja.

O padre Marcos José Teodoro, da paróquia Sagrado Coração de Jesus, foi um dos grandes responsáveis por tornar o translado possível. Padre Marcos também conduziu o cortejo que transportou o restos mortais do monsenhor até a igreja.

Muitos fiéis católicos enfeitaram a frente de suas casas, enquanto acompanhavam a passagem do cortejo que saiu do Cemitério, passou diante da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, e seguiu em direção à Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, no dia do padroeiro da cidade.

Às 10h30 uma missa emocionante foi celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Vilson, com a participação de vários padres da Diocese de Limeira, a qual pertence Conchal.

Compareceram autoridades locais e fiéis em grande número para prestar homenagem ao Monsenhor, que em vida externava o desejo de ser enterrado no interior da Igreja Matriz.

Vida dedicada a Deus

Monsenhor Alberto Velloni faleceu em 20 de novembro de 2001, foi pároco em Conchal por 45 anos, querido e admirado pela comunidade, participou ativamente da vida social, religiosa e politica de nosso município. Durante sua atuação em Conchal, ficou conhecido por realizar curas espirituais e de doenças. Nesta época, nossa cidade recebia inúmeros peregrinos que vinham em caravanas de outras cidades em busca de suas orações e bênçãos. Monsenhor Alberto foi um grande líder religioso em nossa cidade, muitas gerações de munícipes receberam de suas mãos os sacramentos do batismo, comunhão, crisma e do casamento. Monsenhor deixou muitas histórias, saudades e amigos.

Um pouco de seu histórico

Monsenhor Alberto Velloni nasceu em Campinas, em 2 de fevereiro de 1923, era filho de Emilia e Januário Velloni. Seus estudos primários foram feitos nas Escolas Orozimbo Maia e Francisco Glicério e de 1935 a 1940 cursou o Seminário Menor em Campinas. No Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, cursou de 1941 a 1943 Filosofia e de Teologia de 1944 a 1947.

Em 1944 recebeu a Sagrada Túnica, em 1945 lhe foram concedidas as ordens de Ostiário e Leitor, no mesmo ano recebeu as Ordens de Exorcista e Acólito.

No ano de 1947 recebeu as ordens de SubDiácono e Diácono ainda em São Paulo. E a 7 de Dezembro foi ordenado Presbítero por D. Paulo de Tarso Campos na Catedral de Campinas, onde cantou sua primeira missa em 8 de dezembro.

Nos anos de 1948 a 1950 exerceu o cargo de Vigário Cooperador na Paróquia de São José em Mogi Mirim.

Nos anos de 1951 a 1955 dirigiu como Pároco a Paróquia de Nossa Senhora das Brotas em Lindóia. Nos anos de 1954 a 1955, auxiliado por moradores, recuperou a imagem original de Nossa Senhora das Brotas desaparecida há mais de 100 anos.

Em 1955 ocupou cargo na Catedral de Campinas.

Em 1956 foi designado Pároco em nossa Cidade, tendo realizadas suas obras a Capela Nossa Senhora Aparecida, a Capela de Bom Jesus, concluiu a Igreja Nossa Senhora Aparecida e como coroamento de sua grandiosa obra a construção do grande Salão Paroquial. (Histórico retirado do Panfleto de Jubileu de Prata de Ordenação Sacerdotal de 07 de Dezembro de 1972)

Crédito das fotos: Giacomo A Fadel e Carlos da Róz

One thought on “Emoção marca translado dos restos mortais do Monsenhor Alberto Velloni à Igreja Matriz de Conchal

  • 25/08/2020 em 15:35
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    Lamentei muito a morte do Mons. Alberto. No final da década de 60, depois de eu dar muito trabalho aos meus pais com internações e vários problemas de saúde, eles resolveram procurar o na época Pe. Alberto e fui curado, nunca mais tive nenhum problema de saúde. Liguei no ano de 2000 pra tentar agradecê-lo mas me disseram que ele estava muito doente e que não poderia me atender, fiquei triste e posteriormente mais ainda com o falecimento dele.

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