Mogi Guaçu confirma 1º caso da variante delta e total sobe para três na região de Campinas

Paciente de 58 anos foi internado em hospital particular da cidade em 5 de agosto, mas transferido para unidade privada de Campinas no dia 10. Prefeitura diz que ele está em UTI.

Mogi Guaçu confirmou na tarde desta sexta-feira (13) o primeiro caso positivo da variante delta da Covid-19. Segundo a prefeitura, o paciente é um homem de 58 anos que foi internado inicialmente em hospital particular da cidade em 5 de agosto e, no dia 10, foi transferido para uma unidade particular de Campinas. Ele permanecia internado em leito de UTI, até esta publicação, consciente, em estado estável e “reagindo bem ao tratamento”, diz a administração.

A administração informou que o caso já foi notificado para a Vigilância Epidemiológica do Departamento Regional de Saúde de São João da Boa Vista. Antes disso, o governo de São Paulo já havia confirmado casos da delta em Itapira Valinhos.

“A Secretaria de Saúde reforça a importância da preservação de cuidados individuais e coletivos de prevenção, como uso de máscara de proteção facial, distanciamento e cautela. Não há, até o momento, registro de outros casos suspeitos ou confirmados da variante”, diz nota da prefeitura.

Prefeitura de Campinas e governo de SP

Em nota, a Secretaria de Saúde em Campinas informou que ainda não foi notificada sobre o caso de Mogi Guaçu. Além disso, reforçou que monitora diariamente os dados epidemiológicos e, até o momento, não há casos confirmados da variante delta em moradores da metrópole. “A pasta reforça a importância do uso de máscara e álcool em gel, assim como o distanciamento social”, diz texto.

O caso de Mogi Guaçu não consta na relação divulgada até 18h45 pela Secretaria Estadual de Saúde. Em nota, a pasta destaca necessidade de manutenção de cuidados. “As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: uso de máscara, que é obrigatório em SP; higienização das mãos; distanciamento social; e vacinação contra a Covid-19.”

Itapira e Valinhos

O governo de São Paulo, pela manhã, confirmou que os registros identificados em Itapira e Valinhos e estão em “investigação epidemiológica” para saber se são autóctones, ou seja, contraídos nos próprios municípios, ou “importados” de outra cidade.

Em relação ao caso de Itapira, confirmado pela prefeitura na quinta-feira, a administração informou que a paciente, uma mulher de 37 anos, morava na cidade, mas há quatro meses se mudou para Mogi Mirim, município vizinho. No entanto, quando ela fez o teste de Covid-19, entregou no laboratório o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) que ainda não estava com o endereço atualizado. O estado não informou nada sobre uma eventual mudança de localidade do registro.

“A equipe da Vigilância fez uma investigação detalhada desde ontem e constatou o equívoco das informações divulgadas até o momento. O atendimento ambulatorial e coleta do exame aconteceram em Mogi Mirim e o cadastro no site Vacina Já da paciente também tem endereço da cidade vizinha”, diz o texto da nota divulgada pela administração municipal de Itapira.

A prioridade da administração agora é monitorar os contactantes, como colegas de trabalho da paciente que também tiveram Covid. “A intenção é saber se algum deles viajou ou se teve contato com pessoas de fora do Estado, para fechar um parecer sobre se houve ou não transmissão comunitária”, disse o governo municipal. Com informações do G1.

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