Mogi Guaçu terá lockdown de 7 dias a partir da próxima terça-feira, dia 02

Nos últimos 15 dias, 816 novos casos foram confirmados, com 23 mortos.

A Prefeitura de Mogi Guaçu decretou nesta sexta-feira (26) restrição de 7 dias na circulação de moradores durante o dia todo. A medida valerá a partir de terça-feira (2) e impedirá a abertura de qualquer comércio, inclusive supermercados, que poderão funcionar exclusivamente com delivery. A cidade é a primeira a adotar estas regras em tempo integral na região de Campinas.

A medida proíbe a circulação de pessoas e veículos em vias e espaços públicos. As exceções são para situações consideradas inadiáveis ou de urgência [veja ao fim da matéria]. A multa para descumprimento das regras será de R$ 120,64 para pessoa física e R$ 1326,77 a empresas e demais pessoas jurídicas.

A prefeitura classifica o novo momento de restrições como um ‘lockdown’, expressão em inglês que, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total.

Segundo a prefeitura, a restrição é necessária por conta do rápido aumento de casos e mortes por Covid-19, além da lotação nos hospitais. Em 15 dias, 816 novos casos foram confirmados, com 23 mortos.

O hospital Santa Casa tinha, até a manhã desta sexta-feira, operava com taxa de ocupação de 110% na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19.

Regras

Proibição na circulação durante o dia todo

Supermercados devem atuar de portas fechadas com entrega a domicílio e até 30% dos funcionários ou prestadores de serviços.

Farmácias permanecem abertas e podem oferecer delivery.

Postos de combustível poderão trabalhar de segunda a sábado, das 8h às 20h.

O transporte coletivo terá lotação de até 30% por ônibus.

Serviços públicos essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento e coleta de lixo, seguem regulares.

Serviços bancários de autoatendimento serão permitidos sem assistência presencial e com filas com espaçamento mínimo de 3 metros.

Exceções

Só será permitido sair de casa para comprar medicamentos, obter atendimento ou socorro médico para pessoas ou animais, embarcar e desembarcar em terminais rodoviários, em situações que coloquem em risco a saúde, segurança ou subsistência, e para prestação de serviços específicos, permitidos pelo decreto, como atividade de segurança privada e de transporte individual.

A prefeitura vai exigir a apresentação de comprovação da urgência ou do cumprimento de alguma das atividades liberadas, “como prescrição ou nota fiscal de compra de remédios, atestado de comparecimento a unidade de saúde, ticket ou passagem, entre outros”.

Fim de semana

Além da restrição a partir de terça, o município decidiu suspender a circulação de pessoas em áreas públicas das 22h às 5h entre esta sexta-feira (26) e segunda (1).

Outras cidades

Campinas, Valinhos e Hortolândia já tinham anunciado, nesta semana, restrições na circulação para o período noturno. As medidas acompanhavam o decreto estadual, mas com horário ampliado.

Enquanto o estado definiu o toque de restrições entre 23h e 5h, Campinas e Hortolândia haviam adotado entre 21h e 5h. Valinhos decretou a medida para 20h e até 5h.

No entanto, com a reclassificação do Departamento Regional de Saúde (DRS-7), sediado em Campinas, para a fase laranja do Plano São Paulo, o horário limite de funcionamento das atividades liberadas passou a ser 20h. A nova classificação vale a partir de segunda-feira (1).

Mogi Guaçu, que faz parte do DRS-14, de São João da Boa Vista, já estava na fase laranja e foi mantida nesta classificação. Com informações do Portal G1.

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